segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O que é representar um povo?

Em meio à crise moral em que a capital do Brasil se encontra, os militares confirmam o sentido da expressão: servir à pátria.
Brasília: político e patriótica. Dois endereços, duas faces. A da Câmara Legislativa ignora. Já a da Vila Militar, acode.
O que é estar a serviço do povo?“
Há tempo de falar e de calar. O meu é tempo de calar”, enfatiza a deputada Eurides Brito (PMDB). De se calar? Os nossos militares se calaram porque souberam ouvir em volta.
A repórter Lília Teles acompanhou o resgate de uma enfermeira, dos escombros do terremoto no Haiti, e relatou esse momento: “Ele está pedindo silêncio, agora. Está ouvindo uma voz, um pedido de socorro: ‘está aqui, aqui’”, diz a jornalista.
O que é representar um povo?
Nossos militares rezaram para agradecer por estarem no Haiti no momento do Terremoto. “Graças a Deus, a gente estava aqui. Foi a primeira coisa que eu pensei”, ressalta o sargento Marco Antônio Leôncio.Para servir ao próximo e não ignorá-lo mesmo o vendo sofrer. “Pelo que eu vi, a poeira subindo na cidade e em todos os cantos, eu sabia que ‘eles’ estariam em apuros. Eu sabia que ia morrer muita gente, sabia que nós seríamos os primeiros a chegar. E a participação da força do Brasil seria fundamental”, afirma o sargento Leôncio.
Enquanto os políticos se trancam ao calor do dinheiro, os militares abrem suas almas ou sentem o toque do pulsar da vida. “Ela está segurando a minha mão. Está bem, está bem”, vibra o sargento Leôncio, no momento do resgate da enfermeira de 43 anos que está grávida.E ficam gigantes: “Uma vida é uma vida. Mesmo que a gente tirasse apenas uma pessoa com vida, naquela situação, já valeria a pena”, destaca o militar.
Gigantes! E aí nos tornaram enormes, cheios de orgulhos.
Moral da história.
Com quem nós nos identificamos: com esses militares; com a doutora Zilda Arns; com os bombeiros do DF que foram para o Haiti; com os que se doam ou com aqueles que se servem dos impostos do povo e aceitam doações ilegais?
Quem são os nossos heróis?
Texto: Liliane Cardoso / Alexandre Garcia
Edição de imagens: Edson Barreto
Pesquisa de imagens: André Bessa (Cedo-DF)

sábado, 23 de janeiro de 2010

PRINCÍPIOS ÉTICOS GERAIS

Todo processo político deve ser conduzido de acordo com três princípios éticos básicos: respeito pela pessoa, beneficência e justiça.

O respeito pela pessoa incorpora pelo menos três considerações éticas fundamentais, a saber:
a) os direitos humanos;
b) desenvolvimento humano sustentável; e
c) combate a pobreza.

A beneficência que estabelece que devemos fazer o bem aos outros, independentemente de desejá-lo ou não. É importante distinguir estes três conceitos. Beneficência é fazer o bem, Benevolência é desejar o bem e Benemerência é merecer o bem.

A Justiça é um princípio moral, normalmente interpretado através da visão da justiça distributiva. A justiça que trata:
1. as pessoas de acordo com as suas virtudes ou méritos;
2. os seres humanos como iguais, no sentido de distribuir igualmente entre eles, o bem e o mal, exceto, talvez, nos casos de imputação de pena;
3. as pessoas de acordo com suas necessidades, suas capacidades ou a soma de ambos.
4. a cada pessoa de acordo com o seu esforço individual; e
5. a cada pessoa de acordo com a sua contribuição à sociedade.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer... porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição...
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens... Abrir a porta para alguém é muito elegante... Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante... Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Oferecer ajuda... é muito elegante... Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante...
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.
Adaptação de texto extraído do Livro: EDUCAÇÃO ENFERRUJA POR FALTA DE USO - Henri de Toulouse Lautrec (1864-1901) - pintor francês

Vida de pai é difícil...

Vida de pai está cada vez mais difícil. Uma simples conversa com o filho pequeno pode gerar perplexidade. O diálogo de João Pedro com seu filho Wilkson, de 10 anos, pode servir como prova desse fosso entre as gerações.

- Que você vai ser quando crescer, filho?
- Presidente da República, pai.
- Puxa, filho, que legal. Mas por quê?
- Pra não precisar estudar.
- Não, filho, não é bem assim. Precisa estudar muito.
- Então quero ser vice-presidente.
- Vice, filho? Por quê?
- Pra não precisar estudar. O José de Alencar também só foi até a quinta série primária. Já posso parar.
- Não é assim, filho. Ele trabalhou muito e aprendeu.
- Pai, todo mundo que se dá bem não estudou: o presidente, o vice, a Xuxa, o Ronaldinho, o Zeca Pagodinho...
- É que eles têm um talento...
- Ah, entendi, estudar é para quem não tem talento?
- Não, filho, pelo amor de Deus. Artista é diferente.
- O presidente e o vice não são artistas.
- Não, quer dizer, o presidente, de certo modo, até é.
- Se eu estudar, vou ganhar mais do que o Kaká?
- Menos.
- Ah, é? Então quero ir já para a escolinha.
- Você já está numa boa escola, filho.
- Quero ir pra escolinha de futebol.
- Não, filho, você precisa estudar muito. A escola abre caminhos para as pessoas. Pode-se viver dignamente.
- Acho que vou querer ser corrupto.
- Meu Deus, filho, não diga isso nem de brincadeira.
- Na TV disseram que ninguém se dá mal por causa da corrupção e que tudo sempre termina em pizza. Adoro pizza. Quando for corrupto,pedirei só de quatro queijos.
- Ser corrupto é muito feio, meu filho.
- Ué, pai, se é feio assim, por que Brasília está cheia deles e
quase todos conseguem ser reeleitos?
- É complicado de explicar, Wilk. Mas isso vai mudar.
- Quero ser corrupto e praticar nepotismo.
- Cale a boca, filho, de onde tira essas barbaridades?
- É só olhar televisão, pai. O Sarney pratica nepotismo e é presidente do Senado. Ninguém pode mexer com ele.
- Mas você sabe o que é nepotismo, filho?
- Sei. É empregar os parentes da gente.
- E você quer fazer isso?
- Claro. Assim ia acabar com os vagabundos da família.
- Filho, você precisa ter bons valores. Pense numa profissão, numa coisa honesta e que seja respeitada. Não quer ser médico, dentista ou, sei lá, engenheiro?
- Não. De jeito nenhum. To fora, pai!
- Mas por que, filho?
- Eles nunca vão no Faustão.
- Isso não tem importância, filho. Que tal bombeiro?
- Vou querer ser astronauta ou jornalista.
- Hummm... Jornalista? Por que mesmo, filho?
- Não precisa mais ter diploma pra ser jornalista.
- Ah, não, outra vez. Que tal ser empresário?
- Empresário? Maneiro, pai. To nessa. Vou vender jogador de futebol. Se ganha muito e não precisa estudar. Legal!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Maior salário do Executivo equivale a 73 salários mínimos

Levantamento divulgado hoje pela Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento revela que quatro remunerações do quadro de servidores do Poder Executivo estão acima do teto de R$ 24,5 mil, equivalente ao subsídio de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A maior remuneração chega a R$ 37,1 mil, o equivalente a 73 salários mínimos, enquanto o menor é de R$ 823,14. Parte dos altos salários pagos a funcionários do Executivo e que ainda persistem na folha de pagamentos dos servidores é decorrente de sentenças judiciais e se concentram nos servidores inativos.

Atualmente, a maior remuneração é a de um servidor da Universidade Federal do Ceará, que tem remuneração total de R$ 37,1 mil mensais. O funcionário tem a remuneração de quase R$ 19 mil que, por decisão judicial, tem o acréscimo de R$ 27,5 mil. Em 2006, o STF determinou que quem ganha mais de R$ 24,5 mil no serviço público deve sofrer um corte no salário. Naquele ano, o número de servidores do Executivo que recebiam salário acima do teto caiu de 223 para 129, com aplicação do novo valor. Mas isso não impediu que pessoas atingidas pelo corte recorressem judicialmente.

O levantamento também lista outros três casos de servidores que estão recebendo acima do teto constitucional, sem a incidência do corte. Isso ocorre, segundo o Planejamento, quando a própria decisão judicial determina a não incidência do “abate-teto” no cálculo da remuneração, que desconta dos contracheques os valores que superam o teto do subsídio do ministro do STF.

Estes servidores são do quadro de três instituições de ensino público no Brasil. Um deles é do Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba e recebe R$ 33,2 mil, salário quase 37 vezes superior ao menor vencimento registrado na instituição (R$ 899,16). Os outros dois são da Universidade Federal do Acre e da Fundação Universidade Federal de Uberlândia. Eles recebem, respectivamente, R$ 32,2 mil e R$ 25,3 mil. Já o menor salário de um funcionário público do Poder Executivo é de um servidor do Comando do Exército, cerca R$ 823.

Na relação publicada no Diário Oficial da União de hoje é possível observar que o “abate-teto” limitou o salário de, pelo menos, 19 servidores (veja a Portaria 190). O maior corte é o de um servidor do Ministério da Fazenda, que tem remuneração total de R$ 35,4 mil, mas que recebe apenas o limite de R$ 24,5 mil. Conforme determina a lei, é descontado do salário do servidor o valor excedente de R$ 10,9 mil. Segundo a portaria, o desconto do teto constitucional é aplicado em todos os casos, “ressalvadas as parcelas amparadas por decisão judicial que determine, explicitamente, a não incidência para o referido cálculo”.

O levantamento traz valores brutos das remunerações dos cargos e empregos da Administração Pública Federal direta, autarquias e fundações do Poder Executivo, por órgão ou entidade, sem a incidência de descontos, tributos ou contribuição social. O demonstrativo das maiores e menores remunerações das funções é determinado pelo Decreto 3.529, de 2000, e tem o objeto de subsidiar a avaliação e estudos permanentes para adequações e correções no sistema remuneratório dos servidores. Para composição da remuneração, o levantamento considerou o vencimento básico, gratificações, adicional por tempo de serviço, vantagem pessoal, vantagem decorrente de decisão judicial, etc.

Milton Júnior
Do Contas Abertas

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Luto pelo Haiti

Venho externar o meu profundo pesar pela tragédia ocorrida no Haiti, que acabou fazendo dezenas de milhares de vidas de um povo já tão sofrido. Eu como membro do primeiro contingente, sei bem a angustia dos familiares que ficam aguardando o retorno, saudável, dos seus entes queridos ao Brasil. Lamentamos muito a perda das vidas que foram tão brutalmente levadas e em especial a dos bravos militares brasileiros, soldados da paz, e Dra. Zilda Arns, que exercia a sua nobre tarefa.
Expresso a minha solidariedade aos parentes e amigos de todas as vítimas, brasileiros, haitianos e tantos outros que, em nome de suas nações, prestavam auxílio para trazer a pobre nação a uma condição de vida digna.
Que fique gravado na memória de todos os brasileiros as melhores lembranças dos que se foram, no cumprimento do dever ou a serviço de suas vocações, que o orgulho pelo trabalho realizado seja maior que a dor da perda, e nos de força para continuar.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Confirmada a morte de brasileiros após terremoto no Haiti

O grande terremoto que atingiu o Haiti, o país mais pobre das Américas, nesta terça-feira (12) provocou a morte de brasileiros, segundo informações de militares do Brasil.
Os números ainda são desencontrados. De acordo com o Exército, em entrevista à agência de notícias Reuters, quatro militares foram mortos. Eles são do 5º Batalhão de Infantaria Leve sediado em Lorena, interior de São Paulo. Ao menos outros cinco militares brasileiros ficaram feridos.